A Retrospectiva do meu 2011

Achei que eu precisava fazer uma retrospectiva aqui, então o meu 2011 foi assim:

Eu tive que abandonar uma cidade que é tão quente que é chamada de “filial do inferno”, que ficava a 1000 km da minha cidade natal, que não tinha praia e nada de tão interessante, ainda assim foi a cidade que mais amei (ou a única que eu amei), e a única em que eu realmente pertenci. E que tem os amigos que eu nunca esquecerei.

Eu mudei pra Goiânia, e eu pensei que talvez lá fosse ser tão bom quanto Cuiabá e que eu me adaptaria, mas eu me enganei.

Eu realizei meu grande sonho, ir ao estádio ver um jogo do São Paulo. E agora eu já vi dois, São Paulo x Goiás (20/04) e São Paulo x Atlético – GO (16/10). Eu realizei outro sonho futebolístico, assisti Brasil x Holanda (04/06).

Eu larguei aquela minha obsessão por ter um namorado. E eu finalmente aprendi a me amar e me achar bonita do jeito que eu sou apesar de ainda estar em guerra com o meu nariz. Comecei a me cuidar mais e finalmente tenho a pele dos meus sonhos. Perdi o medo de usar batom vermelho e não parei de usar mais.

Tomei meu primeiro e único porre, e não gostei da sensação no dia seguinte. Tive meu primeiro acidente de carro, e não gostei nada dessa sensação também. Entrei pra Gambiarra (a bateria do meu curso) e eu sou a rainha da bateria (não esse tipo de rainha da bateria que vocês estão pensando).

Criei esse blog e foi uma das melhores coisas que eu fiz esse ano apesar de eu abandoná-lo algumas vezes. Fiquei viciada em blogs de moda e beleza, logo perdi a paciência com tudo aquilo até porque eu estava ficando mais consumista do que eu já sou. Fui escolhida pra fazer parte da equipe do blog que eu mais gosto e um dos únicos que ainda leio com frequência, o Depois dos Quinze. Me desapeguei de marcas, e isso foi bom.

Eu descobri que eu tinha uma doença que até então eu achava que era frescura e coisa de gente desocupada, não que eu seja muito ocupada, e eu não acreditei. E tive que ouvir o mesmo diagnóstico de outro médico quatro meses depois, aí então eu acreditei. Agora eu sei o quanto essa doença é séria e o quanto é difícil ficar curada, pra falar a verdade eu nem sei se essa cura existe mesmo.

Eu vi minhas notas, que eram boas, ficarem na média. Isso me enlouqueceu, e eu comecei a pensar que talvez eu não estivesse no curso certo, mas eu já não me achava capaz pra fazer qualquer coisa.

Eu passei a desistir antes de começar, pensei que ia fracassar em tudo. Aos poucos fui desistindo de todos os meus sonhos.

A minha vida toda eu tentei agradar todo mundo, mesmo que isso significasse passar por cima do que EU queria. Eu tentava ser perfeita. E nesse ano quando vi eu não sabia mais o que eu estava fazendo. A verdade é que eu tentei tanto agradar os outros que eu fiquei sem saber o que me agradava e o que eu queria. Eu, que sempre quis que as pessoas ao me redor me conhecessem de verdade, não me conhecia mais. Agora estou numa longa jornada de autoconhecimento.

Eu aprendi que eu não preciso da aprovação de ninguém, que quando amamos alguém não devemos nos preocupar com o amor que receberemos de volta (se nos preocuparmos, nos decepcionaremos, e não queremos mais decepção), aprendi que é bom sim ter gente por perto (mas continuo isolada). Aprendi a não estar em um carro em que uma pessoa bêbada esteja dirigindo.

Eu descobri que passar a noite dançando na boate não é pra mim, prefiro um cineminha. E que eu não gosto de beber, e principalmente que beber não faz com que eu me sinta melhor (sim, eu tentei uma vez). Cheguei à conclusão de que por mais que eu seja apaixonada por sapatos de salto alto, eu não gosto de usá-los.

Quando pensei nessa retrospectiva, eu já estava pensando em falar o quão 2011 foi um ano horroroso só que enquanto escrevia eu entendi qual a mensagem que 2011 tinha pra mim: Repensar. E foi isso que eu fiz várias vezes esse ano e sem nem perceber.  

E é isso aí, eu planejava escrever muito mais coisas só que além de que ficaria muito chato, a minha memória foi bem prejudicada nesse ano, então isso foi o máximo que eu consegui lembrar.

A Paola Gavazzi escreveu um post muito lindo e que todo mundo deveria ler, passa lá. E eu vou usar uma frase de lá pra terminar esse livro que eu escrevi: Você deve se amar como ninguém te ama!

Feliz Ano Novo e que venha 2012!

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Publicado em dezembro 31, 2011, em Sem categoria. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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